Saiba como manter a dieta em um rodízio de carnes!


 
De acordo com a nutricionista Érika Sousa, professora do curso de nutrição da faculdade Veris, a dica principal é abusar das saladas e legumes cozidos.

- Eles são ricas em fibras, que ajudam a diminuir a absorção das gorduras das carnes. Além disso, ajudam a ter sensação de saciedade mais rápido.

As verduras e os legumes devem ser temperados com pouco sal, vinagre, limão ou vinagrete e um fiozinho de azeite. Nada de maionese e de molhos que levem creme de leite.

Outra dica bem importante é optar pelas carnes mais magras, como filé-mignon, alcatra e maminha. O mesmo vale para as carnes brancas, como frango e peixes.

Lembre-se ainda de ficar longe da pelinha do frango, que é rica em gorduras bombásticas.

Para quem tem colesterol alto, hipertensão arterial ou está acima do peso, bisteca, cupim, linguiça, costela e até mesmo os pequenos corações de galinha (que possuem 103 calorias e 6,05 g de gordura em uma porção de 50 g) são um perigo. É que eles têm alto teor dos piores tipos de gordura.

- Já a picanha pode ser consumida, com moderação. Mas sua capa de gordura deve ser retirada. Aliás, todas as camadas gordas visíveis devem ser excluídas do prato.
 
Quanto de carne comer?
 
Érika lembra que a quantidade diária de proteína que cada pessoa pode comer é aproximadamente 1 g por 1 kg do seu peso. Assim, se você pesa 60 kg, pode consumir 60 g de proteína diariamente.

- Quem consome carne (principal fonte de proteínas) diariamente em excesso, ou seja, o equivalente a mais de 3 g por quilo do seu peso, pode ser acometido por problemas renais futuramente. Até mesmo sofrer falência dos rins. Lembrando que as pessoas acostumadas a ingerir muita carne geralmente têm uma resistência.

Já Marina Romanini, nutricionista especializada pela Unifesp (Universidade Estadual de São Paulo), lembra que o tempo de digestão das proteínas é muito mais lento, quando comparado ao de outros nutrientes. Leva, no mínimo, quatro horas para ser digerida no nosso corpo.
 
Cuidado também com os carboidratos
 
Se você não consegue comer apenas carne e salada, fique atento na hora de escolher o acompanhamento, se ele for um carboidrato. Escolha sempre um só tipo. Caso queira mandioca, fique apenas nela. O mesmo vale para farofa, polenta, arroz e salada de batatas.

As frituras, tão comuns nos rodízios de carnes, também são ricas em carboidratos (além de muito gordurosas).

Érika ainda lembra que, por mais que a refeição no rodízio de carnes seja uma exceção na dieta, fazer um prato bem montado na churrascaria é essencial.

Na hora de escolher a bebida, Marina explica que a melhor opção são os sucos de frutas (com adoçante), principalmente os mais leves, como o de limão.

- Mas, eles também devem ser ingeridos moderadamente. O limite é um copo por refeição. Líquido em excesso dificulta o processo de digestão. Evite refrigerantes e outras bebidas gaseificadas, pois o gás aumenta o volume do estômago e, consequentemente, comemos mais.
 
Resista à sobremesa
 
Depois de tanta comilança, o melhor é fugir daquele tradicional carrinho de sobremesas que circula pelos restaurantes de rodízio de carnes. A nutricionista da Unifesp é radical.

- Contente-se com um cafezinho e evite qualquer doce. A refeição realizada na churrascaria já é suficientemente calórica.
 
Mais maleável, Érika dá a solução para aqueles que não conseguem ficar longe do gostinho adocicado após o almoço.

- Escolha opções à base de frutas (como goiabada, compotas, saladas de frutas ou um pedaço pequeno de torta de morango, por exemplo). Vale, também, consumir abacaxi durante o churrasco. Essa fruta possui enzimas que ajudam na digestão.

Fonte: http://www.prazeresdacarnegrill.com.br/